AGRADECIMENTOS
- Caio Santana
- 5 de dez. de 2023
- 4 min de leitura
Atualizado: 13 de dez. de 2023
Fazer parte da Universidade de São Paulo parecia apenas um sonho para aquele jovem estudante do ensino médio da rede estadual de ensino de Conceição da Barra, no interior do Espírito Santo. Aqui, vivi alguns dos melhores momentos da minha vida. E quando falo vivi é literalmente: desde meus primeiros dias em São Paulo, fui residente do CRUSP (Conjunto Residencial da Universidade de São Paulo), a moradia estudantil que por anos grita por melhorias e que, agora na minha saída, se encaminha, ainda que lentamente, para uma experiência mais tranquila e confortável ao cruspiano. Não foi fácil.
Ainda assim, cheguei até aqui. Definitivamente não teria conseguido sem meus pais, Betânia e Pedro, que sempre me apoiaram na minha jornada. Desde quando decidi voltar sozinho para o Espírito Santo, onde tinha o desafio de concluir meu ensino médio na rede pública e fazer cursinho noturno na cidade vizinha, São Mateus, onde eu havia conseguido bolsa parcial no pré-Enem.
A seguir, deixo o meu muito obrigado a todos aqueles que de alguma forma fizeram parte da minha formação e caminhada:
Agradeço às minhas irmãs, Taís e Tainá, eu amo vocês e espero que tenha sido um espelho e exemplo para que vocês consigam alcançar seus objetivos.
À minha tia Marlene e família, e meus primos Marla e Jaques, pela acolhida, moradia, incentivo e carinho quando decidi voltar para o Espírito Santo sozinho para concluir meu ensino médio ainda aos 17 anos.
Às minhas escolas desde o ensino infantil até o ensino médio. Não citarei nomes de todos os professores e professoras que foram importantes na minha trajetória, mas vocês das seguintes escolas fizeram parte da minha vida: UPEM Menino Jesus, EMEF Professora Deolinda Lage, EMEF Dr.º Mário Vello Silvares, Instituto Federal do Espírito Santo - Campus São Mateus (ES), EE Marechal Castelo Branco (Água Clara-MS) e EEEM Professor Joaquim Fonseca (Conceição da Barra-ES).
Aos meus amigos do Espírito Santo, Mato Grosso do Sul e da própria Universidade de São Paulo e também do Movimento Empresa Júnior. Não consigo nomeá-los, mas você que ler isso saberá que é no seu nome que pensei quando escrevi este trecho.
À Jornalismo Júnior, empresa júnior de jornalismo da faculdade feita e organizada pelos estudantes e onde eu vivi boa parte das minhas melhores experiências na USP e pela USP como repórter e diretor de marketing. Uma vez jotano, sempre jotano.
A todos os meus familiares, por parte de mãe e de pai, principalmente por todo o suporte no importante momento da minha vida acadêmica: meu intercâmbio em Portugal. Obrigado também às pessoas que embarcaram comigo na ação entre amigos que ajudou na minha ida à Portugal.
À Universidade Católica Portuguesa, que primeiro me presenteou com dois intercambistas em 2018 e mais de quatro anos depois me acolheu para viver a melhor experiência acadêmica e cultural que eu poderia ter fora do Brasil.
À Jackeline, que juntamente com sua família me acolheu em Portugal. Sempre te direi que te admiro muito como pessoa e mulher guerreira.
Aos brasileiros e portugueses gentis que tive contato e me abraçaram durante minha estadia em Portugal ou em outras partes na Europa, terei vocês para sempre no meu coração.
A todas as pessoas que eu encontrei pelo caminho e de alguma forma me tiraram o sorriso ou eu pude tirar um sorriso ou alegrá-los, seja no Brasil, seja no exterior devido ao intercâmbio.
Aos governos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (2010) e da presidente Dilma Rousseff (2012), que criaram o Sisu (Sistema de Seleção Unificada via Exame Nacional do Ensino Médio) e a Lei de Cotas. Sem essas importantes políticas públicas, vindo das redes públicas do extremo norte capixaba e sul-mato-grossense, dificilmente eu teria vivido tudo o que vivi desde 2018 (como era prazeroso explicar para cada leigo que escutava minha história e entendia a Lei de Cotas e o Sisu, ainda que se posicionasse contra em um primeiro momento por puro desconhecimento).
À Universidade de São Paulo, que, ainda tardiamente, aceitou o Sisu como porta de entrada e substituição ao seu tradicional vestibular (mesmo que hoje o Sisu já não seja utilizado, mas ainda usa as notas do Enem no ENEM-USP, gerido pela Fuvest, permitindo que sonhos dos interiores do Brasil que não podem vir para São Paulo fazer seu vestibular continuem existindo).
À cidade de São Paulo, por todas as experiências e possibilidades de vida aqui e por ter feito eu me descobrir a cada dia e poder ser quem eu sou.
Ao Jornal e Rádio USP, e ao UOL, que me acolheram como estagiário de jornalismo durante minha vida universitária em São Paulo e que foram verdadeiras escolas de jornalismo fora da sala de aula. Sem vocês, definitivamente eu não seria o profissional que sou hoje.
A cada pessoa que entrevistei e me ensinou alguma coisa, de professores universitários a trabalhadores do interior de Norte a Sul do Brasil, e também as que estão presentes neste TCC. O aprendizado também foi enorme com vocês e talvez seja por isso que, dentre assessorias e fontes, eu tenha salvo no meu celular um total de 2.980 contatos até o presente momento que escrevo este agradecimento.
Aos editores do UOL Andressa Zanandrea, Bruna Nastas, Rodolfo Vicentini e Sidney do Carmo, pela confiança e por acreditarem em mim para fazer a cobertura em Splash UOL do Miss Universo, desde 2021, e do Miss Brasil, desde 2022, quando eu ainda era estagiário.
A cada colega jornalista que pude conhecer e realizar trocas ao longo desses últimos cinco anos e meio (ou mais), de repórteres de TV locais até chefia de grandes emissoras.
E, por fim, à minha orientadora Mônica, que me abraçou quando eu ainda fazia sua disciplina em plena pandemia e foi comigo até o final. Obrigado pelo suporte, pelos chacoalhões e choques de realidade, e por ser essa pessoa tão admirável.
Encerro minha jornada no curso de Jornalismo da ECA-USP escrevendo sobre um tema que encantou o Caio de 14 anos ao passar por canais da TV aberta e parar na Bandeirantes, onde era exibido o Miss Brasil 2013, no exato momento em que a Miss Espírito Santo ganhava o prêmio de Miss Simpatia. Era do meu estado e achei aquilo muito interessante. De lá para cá, passei por alguns conflitos sobre acompanhar ou não o mundo miss. Mas segui aqui, vendo as mudanças que esses concursos tiveram, aplaudindo-as e podendo escrever sobre elas profissionalmente. Isso também ajudou na construção deste TCC.

Comments